Jesus é Hype

É triste. Mas é exatamente assim. As igrejas de tempos em tempos (ou nós, os idiotas que a compõe) adoram demonizar aspectos culturais contemporâneos, sob a promessa de que é preciso ser “tradicional” em alguns aspectos para garantir a validade do evangelho de Cristo.

BESTEIRA PURA! O Evangelho é verdadeiro e todo o resto é besteira. Não é nossa capacidade analítica de compreendê-lo que o faz verdadeiro. E desprezar que a pós-modernidade pode trazer ao homem sensibilidade para analisar A VERDADE das escrituras através de uma ótica diferente é, NO MÍNIMO, pretensioso demais. O que os “pensadores” modernos estão dizendo é que sua cultura dita reformada é absoluta. Estão chamando de LIXO qualquer modo de pensar divergente do seu, assim como a igreja fez com Lutero no passado.

Perdi meu tempo vendo a Igreja lutando contra o Rock. E depois novamente contra a Nova Era e a música eletrônica. Pastores cegos tentavam nos guiar por um caminho de perdição, onde tudo é do diabo. Meu Deussss, como eu suportei este fardo?

E agora a cultura dita “hype” é a bola da vez. Se é que podemos chamar isso de cultura. Mas de qualquer forma UM MÍNIMO DE RESPEITO pelo diferente torna-se necessário. E o fato de determinado grupo ter feito “merda” na tentativa de viver o evangelho dentro de tal cultura, não a desqualifica.

O que estou dizendo é que Jesus era filho de um carpinteiro. Pobre. E que por não ter onde reclinar a cabeça, talvez não fosse a pessoa mais higiênica do seu tempo. Porém, havia algo revolucionário em sua maneira de ver o mundo. O Cristo capaz de tornar-se a atração principal em festas e rodas na porta do templo. Jesus hype. Que chegou a ser o assunto mais comentado de seu tempo.

E DIGO MAIS! Se o evangelho perder o frescor, toda a nossa teologia dita reformada não passará de lixo. É preciso que a compreensão das verdades eternas tornem-se hypes também. Que as pessoas possam ficar deslumbradas com nossa capacidade de recontar as histórias que estão abarrotadas dos valores DO REINO.

Talvez exatamente por isso Paulo tenha supervalorizado o dom de profetizar. Por que é exatamente isto que nossa geração anseia desesperadamente: PROFETAS. Homens e mulheres capazes de proclamar com ousadia a verdade que transcende as palavras.

* Texto de Ariovaldo Jr. publicado no blog da Conferência Oxigênio.

Publicado em mincantaro | Deixe um comentário

Perdi a fé

Sentado na quarta fileira de um auditório superlotado, eu ouvia um renomado orador cativar mais de mil pessoas com sua oratória carismática. Na contramão do frenesi provocado por ele eu repetia para mim mesmo: “Não, não posso negar, já não comungo com os mesmos pressupostos deste senhor”. Aliás, parece que ultimamente vivo em controvérsias, tanto pelo que escuto quanto pelo que falo. Algumas pessoas me perguntam se provoco polêmica para fazer tipo. Outros querem saber se sei aonde quero chegar. Respondo: – Estou mais certo dos caminhos que não quero trilhar.

Muito de minhas controvérsias surgiram porque eu me recuso a escamotear dúvidas com cinismo. Fujo de tornar-me inconseqüente nas declarações que possa fazer a respeito de Deus e da fé. Receio perpetuar uma espiritualidade desconectada da vida.

Reconheço, algumas intuições sobre teologia ainda estão verdes. Mas, nem sei se quero que elas amadureçam. O pouco de sentido que me fazem basta para que eu me ponha a garimpar a verdade. E isso é bom. Há um fluxo que me faz abandonar certas pedras onde outrora tomei pé. O que abandonei?

1. Não consigo mais acreditar no Deus inativo, que carece de preces “verdadeiras” para mover-se. Uma frase que não faz nenhum sentido para mim? “Oração move o braço de Deus”.

2. Não consigo mais acreditar que os milagres de Deus sejam prêmios que privilegiam poucos. Não consigo entender que Deus se comporte como um “intervencionista” de micro realidades, deixando exércitos de ditadores “correrem frouxos”. Inquieta-me saber que Deus tenha uma “vontade permissiva” para multinacionais lucrarem com remédios que poderiam salvar vidas. Não aceito que haja uma razão eterna para que governos corruptos atolem os mais pobres na mais abjeta miséria.

3. Não consigo mais acreditar que Deus, mantendo o controle absoluto de tudo o que acontece no universo, tenha sujado as mãos com Aushwitz, Ruanda, Darfur, Iraque e outras hecatombes humanas. Não aceito que ele, parecido com um tapeceiro, precisa dar nós malditos do lado de cá da história enquanto, do outro lado, na eternidade, faz tudo perfeito. Qual o propósito de Deus ao “permitir” que crianças sejam mortas pela loucura de um atirador ou que uma menina esteja paraplégica com bala perdida?

4. Não consigo mais acreditar que a função primordial da religião seja acessar o sobrenatural para tornar a vida menos sofrida. Os cristãos, em sua grande maioria, tentam fazer da religião um meio de controlar o futuro; praticam uma fé preventiva, pois aceitam como verdade que os verdadeiros adoradores conseguem se antecipar aos percalços da vida; afirmam que os ungidos sabem prever e anular possíveis acidentes, doenças, ou quaisquer outros problemas existenciais do futuro. Creio que a verdadeira fé não foge da lida, mas encara o drama de viver com coragem.

5. Não consigo mais acreditar em determinismo, mesmo chamado por qualquer nome: fatalismo, carma, destino, oráculo. Depois de ler e reler o Eclesiastes, parei de acreditar que o cosmo funcione como um relógio de quartzo. Acredito que Deus criou o mundo com espaço para a contingência.  Sem esse espaço não seria possível a liberdade humana. Creio que no meio do caminho entre determinismo e absoluta casualidade resida o arbítrio humano. Entendo que liberdade  é vocação: homens e mulheres acolhendo o intento do Criador para que a história e o porvir sejam construídos responsavelmente.

Reconheço que posso assustar na teimosia de importar do mundo do rock para dentro da espiritualidade o significado de “metamorfose ambulante”. Nessa constante fluidez, a verdade pode ser simples, mas nunca deixará de ser perigosa. A  senda sulcada da verdade foi sulcada por muitos, entre os passos, porém, percebo a marca das sandálias do meu Senhor. E só isso basta para eu prosseguir.

Soli Deo Gloria.

* Texto de Ricardo Gondim publicado no Pavablog.


Publicado em mincantaro | Deixe um comentário

Das trevas para a sub-cultura evangélica, da sub-cultura evangélica para a liberdade!

Quando a Bíblia diz que foi para a liberdade que fomos libertados parece redundante, não? Mas me conhecendo e conhecendo bem o ser humano vejo que a redundância é só uma estratégia para nos livrar de um vício que nos ronda e que não é espiritual, o de sermos escravos.

É maravilhoso ver o evangelho de Jesus sendo adotado nas mais diversas culturas, redimindos estas, transformando em belo sem descarecterizar a sua diversidade. Deixem-me dar um  exemplo. Em 2006, quando estava no Haggai, pude ver a apresentação dos nosso irmãos africanos adorando a Deus com suas danças e cantos tribais. Por um segundo quase fui levado a me fechar e comparar aquele movimento a um terreiro de macumba. Ser livre não é fácil.

Talvez a escravidão mais perigosa a que somos atraídos é a da religiosidade. Pois ela tem aparência de piedade e de santidade, mas não passa de um escudo que esconde quem realmente somos. A religiosidade é imperdoável, Jesus não aliviou com os religiosos. Fato é, que adoramos criar uma “sub-cultura” dentro das nossas culturas para dizer que estamos mais perto de Deus.

Na verdade tenho pena de quem ainda não experimentou a beleza de viver além dos limites que nós mesmo criamos e que Deus, ou a Bíblia nunca nos impôs. Achei que o livro do Ricardo Gondim É proibido – O que a Bíblia permite e que a Igreja proíbe já estava batido, mas não. A maldita religiosidade sempre quer nos pegar e nos acorrentar. Passo a dar-lhe alguns exemplos que com certeza chocarão alguns, mas é o propósito do post mesmo.

Aquele papo de música do mundo. Não aguento mais ter que responder isto, escrevi um post há uns 2 anos falando disso, mas a impressão que tenho é que as pessoas, no fundo, querem ser proibidas de ouvirem o que gostam para poderem se abster de algo e assim se sentirem mais santas. Quanta culpa eu já senti por gostar de ouvir Guns n’ Roses. Culpa do inferno. Não digo que não foi importante na minha adolescência me abster até que aperfeiçoasse meu filtro de qualidade musical e moral. Mas Hebreus 5 diz que precisamos crescer, urgentemente!

Ou quando ia a casamentos e me pegava batendo o pé no ritmo de ABBA e Queen, músicas que não podem faltar em qualquer festa, e novamente a maldita culpa tentava me acorrentar de cantar junto as lindas canções de uma criatividade que só pode ter sido dada por Deus. Goste você ou não, só Deus pode produzir beleza, e quando um músico faz algo belo, por mais “demoníaco” que pareça, ele está revelando uma beleza divina. Goste você ou não.

As gravadoras gospel lançaram esta bobagem de músicas “secular” e “evangélica” para vender mais albuns. Não existe tal coisa, existe música boa e música ruim e ponto final. Mas o religioso não consegue ver beleza fora do seu arraial, o religioso está com suas lentes distorcidas e preconceituosas desqualificando o tempo todo o que não é parecido consigo e com o seu gosto pessoal. Mas como já disse, tenho pena, pois ainda é escravo da sub-cultura evangélica. Precisa de libertação.

Não digo que não é sincero e que muitos destes só querem de fato agradar a Deus, mas não desfaz meu argumento de que podem experimentar algo maior, e o mais importante, deixar a culpa para traz. Não estou dizendo com isto que não há limites, é claro que há, precisamos de limites que nos protegem daquilo que não podemos controlar. Mas o nosso chamado não é para rechaçar toda cultura que não seja “cristã”, mas redimir a cultura que estamos inseridos em algo belo, em algo divino.

Estou farto de crentes que não bebem, não fumam e não dançam, mas são avarentos, mentirosos, fofoqueiros, orgulhosos, soberbos, julgadores. Se acham melhores porque sabem falar o maldito evangeliquês, saibam que este dialeto evangélico soa muito mal aos nosso amigos não cristãos e só nos afastam deles. Quer ganhá-los para Jesus? Faça como Cristo, ande com eles, faça o que eles fazem e fale do jeito deles! Fique tranquilo, se você estiver cheio do Espírito, Ele não vai deixar você pecar ou mesmo escandalizar ninguém. Mas ficar dentro desta bolha que aqui chamei de sub-cultura evangélica, não vai resolver!

Falei na mensagem ontem em minha igreja que as pessoas estão casnsadas de discursos, elas anseiam ver algo diferente em nós, e isso não se aplica a roupa diferente, música diferente ou mesmo um dialeto diferente, mas um coração diferente. Um coração amoroso, compassivo, acolhedor, que abraça o diferente, que procura Deus fora de seus domínios (pois Deus não está preso aos nossos domínios) e que se coloca ao lado, nunca acima, assim como Jesus fez.

Eu sei que este post ficou com cara de #prontofalei. Mas acho que é isso mesmo. Ser livre é bom demais! E ser livre não é pecado, é plano de Deus.

* Texto de Oscar Gomes publicado no Pivablog.

** Grifos por Ministério Cântaro®

Publicado em mincantaro | 1 Comentário

Que saudade do futuro…

“Saudade”. Sem dúvida uma das mais belas palavras de nossa língua. Uma das únicas que não podem ser traduzidas pra nenhum outro idioma.

Embora só exista “saudade” em português, este sentimento é comum a todos os povos e culturas. Temos saudade do que passou, de pessoas que se foram, de experiências que vivemos, e até daquilo que fomos um dia. 

Mas a pior das saudades é a saudade do futuro. Como é possível sentir saudade do que ainda não vivemos? Que sentimento é esse? 

Imaginemos uma mulher grávida, que subitamente aborta o filho. Mesmo sem nunca tê-lo embalado em seu colo, nem tê-lo visto, o que ela sente é saudade. Não é saudade da barriga preponderante, mas de um futuro que jamais se concretizará. Saudade de toda expectativa investida. Saudade de um choro de criança que ela jamais ouvirá. 

É uma sensação estranha, porém, real. Cada momento que vivemos está grávido do futuro. O futuro é fruto do casamento entre a eternidade e o agora.

Às vezes temos a sensação de que o futuro foi abortado. É esta sensação que produz em nós um tipo de saudade do futuro.

O sábio Salomão diz que Deus “pôs a eternidade no coração dos homens”
(Ec.3:11). Em outras palavras, Deus fecundou nossa alma com a semente da eternidade.

Nosso corpo está sujeito ao tempo, mas nossa alma nos conecta diretamente à eternidade. E é por isso que Paulo declarou: “Por isso não desfalecemos. Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2 Co.4:16).

Se a fé nos conecta à eternidade, a esperança nos conecta ao futuro.

Há situações que enfrentamos em nosso dia a dia que parecem destruir nossa esperança. Aos poucos, a esperança vai cedendo lugar ao desespero. E quando isso acontece, não é apenas o corpo que se consome, mas também o homem interior.

Jó experimentou isso na pele e na alma:

“O meu espírito vai-se consumindo, os meus dias vão-se apagando, e só tenho perante mim a sepultura”. (Jó 17:1)

Isso me lembra uma cena do filme “De volta para o futuro”, em que o protagonista volta ao passado, e percebe que uma foto que ele trouxera do futuro está se apagando, pelo fato de seu passado estar sendo alterado, e seu futuro comprometido.

Não há como retornar ao passado para alterar o presente ou o futuro. Mas podemos viver o presente comprometidos com o futuro.

Quando vivemos sem qualquer perspectiva, nosso espírito vai se consumindo, quando a vontade de Deus é que ele se renove dia após dia. É nosso homem exterior que se corrompe com o tempo. Nosso espírito tem que ser constantemente renovado. A esperança é a fonte da juventude, onde nosso espírito deve mergulhar para manter-se sempre jovem e disposto.

Se nosso espírito for consumido pela falta de perspectiva, nossos dias desbotarão, e a vida perderá sua cor. Então, só nos restará uma possibilidade: a sepultura.

Nossos dias se apagam, quando nosso futuro se desvanece. Quando já não temos expectativas, nem esperança.

Era assim que Jó se sentia.

“Os meus dias passaram, malograram-se os meus propósitos, e as aspirações do meu coração (…). Se a única casa pela qual espero for a sepultura, se nas trevas estender a minha cama, se à corrupção clamar: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã, onde estará então a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?” (Jó 17:11,13-15)

Lembremo-nos que a fé que nos conecta à eternidade. Mas é a esperança que nos impulsiona para o futuro. Quando a esperança se esvai, temos que recorrer à fé.

Paulo diz que devemos atentarnas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas (…). Andamos por fé, e não por vista” (2 Co. 4:18; 5:7).

O futuro não pode ser abortado, mas a esperança sim. E se ela tem sido sabotada pelas circunstâncias adversas, somente a fé poderá restaurá-la.

Foi o que aconteceu a Abraão, que “em esperança, creu contra a esperança, que seria feito pai de muitas nações (…). E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo amortecido” (Rm.4:18a,19a).

Soa estranho para nós o fato de alguém crer contra a esperança. A fé deve ter primazia sobre a esperança.

A fé nos faz acessar a eternidade, onde o futuro já é presente, um presente que ainda não foi desembrulhado.

Na definição do autor sagrado, “a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb.11:1).

Nossa fé deve estar voltada para Aquele que “chama a existência as coisas que não são, como se já fossem” (Rm.4:17).

O que ainda será na perspectiva do tempo, já o é na eternidade.

Crer contra a esperança, é, ao mesmo tempo, crer aliado à esperança. É transcender o tempo e o espaço, e vislumbrar a eternidade.

* Texto de Hermes Fernandes

Publicado em mincantaro | 2 Comentários

Uma luz surgiu naquela manhã de domingo

Mais de 1.300 jovens da Faith Church de Budapeste (Hungria) celebraram o Domingo de Páscoa de uma maneira beeeem diferente. O vídeo já tem + de 500 mil cliques.


Faith Church é a maior igreja evangélica da Hungria e uma das quatro maiores da Europa cristã. Foi fundada em 1979 por um grupo de sete crentes húngaros liderados pelo Pr. Sándor Németh, que continua à frente da igreja até hoje. Suas atividades e líderes foram monitorados durante 10 anos pelo regime secreto comunista e só em 1989, quando a Hungria tornou-se uma república parlamentarista, a Faith Church foi reconhecida pelo Estado como denominação. Segue o modelo bíblico de igreja auto-sustentável e não recebe qualquer apoio financeiro estatal. Realiza serviços sociais de ajuda às famílias e cuidados com idosos, além de oferecer ensino (mantendo várias escolas), formação e serviços de informação cultural. Mais de 60 mil fiéis frequentam regularmente os cultos da Faith Church e a televisão transmite ao vivo o culto dominical. Há aproximadamente 300 filiais da igreja funcionando em todo o país e para além das fronteiras da Hungria, como Alemanha e Estados Unidos, onde os cultos são realizados em propriedades privadas. Seu maior templo está localizado em Budapeste e tem capacidade para cerca de 10 mil pessoas.

Aqui vc conhece um pouco + da visão e do trabalho desenvolvido pela Faith Church.

* Fonte: Pavablog

** Nossa Nota: Essa iniciativa (vídeo) da Faith Church é o que  chamamos de Visão de Reino e de Adoração! Uma igreja que saiu dos seus “cercadinhos” para praticar um evangelismo criativo e  eficiente, divinamente capacitado para ser instrumento de conversão não apenas de cristãos dispostos a servir, mas de corações verdadeiramente tocados e rendidos ao Autor de TODAS as artes!

Publicado em mincantaro | Deixe um comentário

Onde está Deus quando as coisas vão mal?

No final dos tempos, bilhões de pessoas se apresentaram diante do trono de Deus. Muitas retrocederam ante a luz que resplandecia diante delas. Mas alguns grupos que estavam na frente conversavam veementemente, não com temor servil, e sim com agressividade: “Deus pode nos julgar?”

“Como Ele pode saber algo a respeito de sofrimento?”, questionou uma moça ousada. Ela puxou com rapidez a manga de sua veste para mostrar o número tatuado de um campo de concentração nazista. “Suportamos terror… espancamento… tortura… morte!”

Em outro grupo, um homem curvou o seu pescoço, dizendo: “O que vocês acham disto?”, ele perguntou, mostrando uma horrível marca de corda. “Linchado por ser negro e não por cometer algum crime!”

Em outra multidão, uma estudante grávida, com olhos taciturnos, murmurou: “Por que eu tive de sofrer? Não foi minha culpa”.

Espalhados ante o trono, havia milhares de grupos como esses. Cada pessoa tinha uma queixa contra Deus, por causa do mal e sofrimento que Ele havia permitido neste mundo. Quão feliz estava Deus em viver no céu, onde tudo era doçura e luz, onde não havia lágrima, nem medo, nem fome, nem ódio! O que Deus sabia a respeito de tudo que os homens tinham sido obrigados a suportar neste mundo? “Deus leva uma vida muito tranqüila”, eles diziam.

Cada grupo apresentou o seu líder, escolhido por haver sofrido mais do que os outros do grupo. Um judeu, um negro, alguém de Hiroshima, uma pessoa que fora horrivelmente afligida por artrite e uma criança teratogênica. No centro da aglomeração, eles conversaram entre si.

Por fim, estavam prontos para apresentar o seu caso e o fizeram com muita perspicácia. Antes de se qualificar para ser o juiz deles, Deus tinha de suportar o que eles haviam suportado. Haviam chegado ao veredicto de que Deus fosse condenado a viver na terra – como homem! Deveria nascer como judeu; a legitimidade de seu nascimento teria de ser questionada. Ele deveria realizar uma obra tão difícil, que sua família pensaria estar louco, quando tentasse realizar essa obra. Ele deveria ser traído por seus amigos íntimos; enfrentar falsas acusações, ser julgado por um júri preconceituoso e condenado por um juiz medroso. Deveria ser torturado e, por fim, entender o que significa ser terrivelmente abandonado e deixado solitário. Depois, Ele deveria morrer em agonia, de tal modo que não haveria dúvidas quanto à sua morte. E grande número de testemunhas deveriam comprová-la.

Enquanto cada líder anunciava a parte de sua sentença, um intenso murmúrio de aprovação saía dos lábios das pessoas ali reunidas. Quando o último líder terminou de proferir a sentença, houve um silêncio prolongado. Ninguém proferiu nenhuma palavra. Ninguém se mexeu, pois todos sabiam que Deus já havia cumprido a sua sentença.

* Texto de Avelar Jr.

** Nota do Autor:
O texto abaixo, que eu achei belíssimo e que trata da existência do sofrimento e da justiça de Deus, foi citado no livro “Onde está Deus quando as coisas vão mal?”, escrito por John Blanchard e publicado pela Editoral Fiel. O autor deste texto não é identificado pelo autor, que menciona apenas que ele foi publicado em 1960. (A propósito, recomendo a leitura desse livreto, que tem apenas 40 páginas).

*** Grifos por Ministério Cântaro®

Publicado em mincantaro | 1 Comentário

Amor é outra coisa

O amor não te faz arder em chamas. O nome disso é combustão instantânea. Amor é outra coisa.
O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa completamente feliz. O nome disso é Prozac. Amor é outra coisa.
O amor não te deixa saltitante. O nome disso é Pogobol. O amor é outra coisa.
O amor não te faz esquecer de tudo. O nome disso é amnésia. Amor é outra coisa.

O amor não te faz perder a articulação das palavras de repente. O nome disso é AVC. O amor é outra coisa.
O amor nao te faz sentir borboletas no estomago, o nome disso é fome. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa completamente imóvel. O nome disso é trânsito de São Paulo. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa.
O amor não faz seu mundo girar sem parar. O nome disso é labirintite. O amor é outra coisa.
O amor não retribui suas declarações. O nome disso é restituição de imposto de renda. O amor é outra coisa.
O amor não leva teu café da manhã na cama e ainda dá na boquinha. O nome disso é enfermeira. O amor é outra coisa.
O amor não te faz olhar pro céu e ver tudo colorido. O nome disso é queima de fogos. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela. O amor é outra coisa.
O amor não é aquela coisa brega, mas que te remexe todo. O nome disso é Banda Calypso. O amor é outra coisa.
O amor não te dá a chance de mudar o que está diante de você. O nome disso é controle remoto. O amor é outra coisa.
O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV. O amor é outra coisa.
O amor não faz o coração bater mais rápido. O nome disso é arritmia. O amor é outra coisa.
O amor não faz você dar suspiros. O nome disso é dia de Cosme e Damião. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ver tudo com outros olhos. O nome disso é transplante. O amor é outra coisa.

* Fonte: Rio de Deus

Ok, o texto pode até ser engraçado, mas vale uma reflexão, né? Em tempos onde o amor é confundido com tantos outros sentimentos impulsivos e passageiros, eu recomendo a leitura de 1 Coríntios 13, sempre instrutiva e inspiradora. E termino o post lembrando a todos – a começar de mim – que amor não é sentimento, desejo ou vontade, AMOR é DECISÃO. Não ama-se (apenas) “porque”, ama-se (principalmente) “apesar de”, e este é o aprendizado de toda uma vida. Para isso temos o melhor Mestre: Jesus.

Feliz Dia dos Namorados pra vc! :)

Publicado em mincantaro | 2 Comentários